Confronto com a PM resulta na morte de foragido em Campo Grande

Na noite da última sexta-feira (29), um confronto entre suspeitos e policiais militares da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) resultou na morte de Sebastião Ernesto Rafael de Oliveira, de 36 anos. Ele era considerado foragido da Justiça e possuía um mandado de prisão em aberto por um homicídio investigado pela Polícia Civil. Semanas antes, a Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) havia divulgado o retrato de Sebastião para auxiliar nas buscas, uma vez que ele era suspeito de envolvimento em um assassinato brutal na Capital.

As investigações indicam que a vítima do crime em que Sebastião é acusado foi torturada, enforcada e teve seu corpo enterrado de forma clandestina em uma cova rasa localizada no Jardim Canguru. O crime levou à expedição do mandado de prisão e o suspeito tornou-se alvo das autoridades. Ao receber informações sobre o paradeiro de Sebastião, equipes da CIPM foram até uma residência na Rua Naor Lemes Barbosa, no Jardim Itamaracá, onde acreditavam que ele estava escondido.

Ao chegarem ao local, os policiais avistaram dois homens que, ao perceberem a presença da viatura, correram para dentro da casa. A Polícia Militar relatou que, ao entrarem na residência, foram recebidos a tiros, iniciando uma troca de disparos. Durante o confronto, Sebastião foi baleado, enquanto o segundo homem, que também disparou contra os policiais, envolveu-se em uma luta corporal antes de ser desarmado.

Ambos os homens foram socorridos pelos policiais e levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, mas não resistiram aos ferimentos e faleceram após darem entrada na unidade. Até a última atualização da ocorrência, a identidade do segundo homem não havia sido divulgada.

Durante a perícia na residência, foram apreendidos dois revólveres, um calibre .38 com numeração raspada e outro calibre .32, além de porções de maconha e cocaína. A área onde ocorreu o confronto é conhecida por ser uma rota frequente de usuários de drogas e está situada próxima a locais de venda de entorpecentes, conforme relatado por moradores. Vizinhos afirmaram que a movimentação intensa na região era comum e que um dos mortos já era conhecido por supostos furtos na vizinhança.

As investigações sobre o caso seguem em andamento, com a Polícia Civil e a Polícia Militar acompanhando os desdobramentos. O ocorrido foi registrado como homicídio decorrente de intervenção de agente do Estado, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública, resistência e cumprimento de mandado de prisão.

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