Senador Nelsinho Trad propõe debate sobre jornada de trabalho e apoio a pequenos empregadores

Nelsinho Trad (PSD), o único médico do trabalho entre os 81 senadores do Brasil, manifestou sua posição a favor da discussão sobre a revisão da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Durante uma entrevista a uma rádio de Campo Grande, ele enfatizou que qualquer alteração nessa legislação deve ser acompanhada de ações que mitiguem os impactos sobre micro e pequenos empregadores.

Trad, que possui vasta experiência na área, citou sua formação e atuação profissional para justificar seu comprometimento com o tema. "Eu sou favorável ao trabalhador. Sei o que é um exame admissional, periódico e demissional. Sei o que é insalubridade. Estudei e trabalhei com isso durante toda a minha vida profissional", destacou o senador.

O parlamentar ressaltou a importância de o Congresso abordar essa questão, buscando um equilíbrio entre a proteção à saúde dos trabalhadores e a manutenção dos postos de trabalho. Como proposta para minimizar os efeitos de uma possível mudança, Nelsinho sugeriu a criação de incentivos fiscais para as empresas que seriam afetadas, mencionando uma possível redução da carga tributária.

"Não podemos resolver um problema criando outro. Se o governo entende que essa é uma política pública importante, também precisa criar mecanismos para apoiar quem gera empregos", afirmou Trad.

Além de discutir a jornada de trabalho, Nelsinho Trad comentou sobre a necessidade de o Brasil intensificar o diálogo com parceiros comerciais, como a União Europeia e os países da EFTA, que incluem Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O senador acredita que essa ampliação de mercados pode beneficiar setores estratégicos de Mato Grosso do Sul, incluindo celulose, tecnologia e saúde.

No que diz respeito às próximas eleições de 2026, Nelsinho abordou a pré-candidatura de seu irmão, Fábio Trad, ao Governo do Estado, ressaltando que, apesar das diferenças partidárias, a relação familiar deve ser mantida. Ele afirmou: "Podemos pensar diferente, votar diferente e seguir caminhos diferentes sem transformar isso em rompimento ou inimizade".

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