A importância do tratamento de sementes de milho para a produtividade da lavoura

A cultura do milho ocupa um papel central no agronegócio brasileiro, com duas safras anuais e um potencial produtivo que pode ultrapassar 200 sacas por hectare na safra de verão. O sucesso da colheita depende fortemente do investimento em tecnologia, especialmente na fase inicial da lavoura, que é determinante para o resultado final. Para Diogo Dombroski, Gerente de Contas Chave de TSI milho da BASF, o tratamento industrial das sementes é uma ferramenta essencial para proteger esse momento crítico do ciclo produtivo, já que pragas podem causar perdas de até 50% na produtividade antes mesmo que o agricultor perceba o problema.

Durante a fase inicial do milho, especialmente na segunda safra, a pressão de pragas se torna um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores. O período entre a colheita da soja e o plantio do milho safrinha, que abrange cerca de 18 a 19 milhões de hectares no Brasil, cria uma janela de vulnerabilidade. Nesse contexto, o milho recém-plantado se torna a única cultura verde disponível, atraindo insetos migratórios que se alimentaram da soja. Dombroski explica que, após a colheita da soja, o milho se destaca como a única planta verde na lavoura, o que intensifica as infestações logo após a emergência das plantas.

As principais pragas que afetam essa fase são o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus e Dichelops furcatus) e a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Ambas estão entre as mais preocupantes para a cultura, podendo gerar perdas de produtividade que variam de 40% a 50% se o manejo não for feito adequadamente. O gerente destaca que a presença de apenas um inseto por metro quadrado já pode indicar danos econômicos, tornando necessário o controle com inseticidas, já que o custo do tratamento pode ser inferior ao prejuízo causado pela praga.

Dombroski enfatiza que a adoção do tratamento industrial é um investimento que protege o momento crucial em que a lavoura pode alcançar seu teto produtivo. Ele orienta que o agricultor deve proteger a genética escolhida para maximizar seu potencial produtivo. Com o Brasil ampliando continuamente sua capacidade de produção de milho e alcançando recordes de produtividade tanto na safra de verão quanto na safrinha, garantir um bom estabelecimento inicial da cultura tornou-se uma condição indispensável para a competitividade no setor.

No entanto, é importante ressaltar que este produto pode ser perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. O uso é destinado à agricultura e deve ser realizado sob receituário agronômico. É fundamental consultar um agrônomo, realizar o manejo integrado de pragas e descartar corretamente as embalagens e restos dos produtos. A leitura atenta e o seguimento das instruções contidas no rótulo, na bula e na receita são essenciais, assim como a utilização dos equipamentos de proteção individual.

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