O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a suspensão temporária de novas convocações para a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A decisão foi tomada para priorizar o atendimento a pedidos iniciais do benefício, uma medida que visa reduzir a fila de 657,3 mil solicitações, que correspondem a aproximadamente 30% do total de requerimentos pendentes.
As cerca de 280 mil perícias já agendadas para o ano de 2026 continuarão conforme o cronograma estabelecido. Os segurados que já receberam convocação têm a opção de confirmar ou reagendar suas perícias através do telefone 135, pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS.
O BPC é destinado a pessoas com deficiência ou idosos com mais de 65 anos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, com um valor equivalente a um salário mínimo. O processo de revisão do benefício é composto por três etapas: análise do Cadastro Único (CadÚnico), avaliação da renda familiar e da deficiência, que inclui a realização de perícia médica.
Caso o segurado não compareça à perícia agendada ou não finalize a avaliação, há o risco de suspensão do benefício, sendo possível recorrer da decisão em até 30 dias. Atualmente, o tempo médio de espera para a concessão do BPC é um dos mais prolongados dentro do INSS, com cerca de 157 dias para pessoas com deficiência e 98 dias para idosos, enquanto a legislação determina que a liberação do benefício deve ocorrer em até 45 dias.
Durante o período de remanejamento dos servidores, que está programado para 90 dias, haverá uma redução no atendimento da área de reabilitação profissional. No entanto, o INSS assegura que essa área continuará a operar. A medida também permite que os servidores que atuam na concessão do BPC permaneçam definitivamente na área de serviço social, caso manifestem interesse.






