Facção intensifica ameaças em Caarapó após assassinato de jovem ligado ao tráfico

O Comando Vermelho (CV) lançou uma ofensiva agressiva contra os membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Caarapó, que está a 274 km de Campo Grande. A ação se intensificou com a divulgação de um vídeo nesta quarta-feira (10) que traz ameaças diretas a moradores da cidade, ocorrendo um dia após o assassinato de Kaique Vitor dos Santos Ramos, de 20 anos, que foi morto com pelo menos 16 tiros na noite de terça-feira (9). Kaique, segundo as investigações iniciais, atuava no tráfico de drogas fazendo entregas de moto na Rua Mato Grosso, no Jardim Adonai.

No vídeo, um homem não identificado exibe um fuzil e três pistolas sobre uma cama, enquanto faz um aviso claro: “Caarapó é nosso, tudo 2, passa nada hein. A tropa do mais novo tá na pista”. O termo “tudo 2” refere-se ao código do Comando Vermelho, enquanto o PCC utiliza o código “tudo 3”. Além disso, uma mensagem atribuída ao CV circulou nas redes sociais, informando que, a partir de 21/05/2026, não será permitido qualquer vínculo de moradores de Caarapó com o PCC. O comunicado avisa que quem for encontrado em contato com membros do PCC ou seus simpatizantes, terá consequências fatais.

A mensagem também contém instruções para os traficantes da cidade, advertindo que qualquer um que comercializar drogas que não sejam do Comando Vermelho correrá risco de vida. “Aquele que tiver vendendo droga, que seja droga inimiga, irá morrer”, destaca o texto. Os traficantes são orientados a entrar em contato com os responsáveis do CV na cidade para regularizar suas atividades. O comunicado foi postado pela conta de um indivíduo que se identifica como “Neguinho Silva”, do “quadro disciplinar” do Comando Vermelho.

De acordo com fontes policiais, as ameaças do Comando Vermelho são parte de uma estratégia para instaurar o medo e obrigar os traficantes locais a se submeterem ao controle do CV. As investigações indicam que a execução de Kaique Vitor dos Santos Ramos pode ter sido uma ordem do Comando Vermelho, devido à sua ligação com o PCC. A situação em Caarapó reflete a crescente tensão entre facções criminosas em Mato Grosso do Sul, que continua a impactar a segurança e a vida dos moradores da região.

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