Professor Whashington Pagane é chamado à Polícia Civil após críticas à gestão de Adriane Lopes

O professor e ativista político Whashington Pagane prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (16) em Campo Grande. Ele enfrenta acusações de incitar a população contra a prefeita Adriane Lopes (PP) através de vídeos divulgados nas redes sociais. Em entrevista, Pagane expressou sua indignação em relação à situação, afirmando que suas postagens se fundamentam em críticas à administração da prefeita, especialmente em relação ao suposto desvio de R$ 156 milhões na Secretaria de Saúde da cidade.

As acusações contra o professor incluem calúnia, injúria, incitação ao crime e difamação, sendo que a prefeita começou a denunciá-lo em dezembro de 2025, após um protesto pacífico liderado por Pagane durante as festividades natalinas no centro de Campo Grande. O ativista lamentou a necessidade de comparecer à Polícia Civil, declarando: "Mais uma. Não acreditei!". Ele enfatizou que suas críticas são uma resposta às demandas da população e à fiscalização de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, que também busca esclarecimentos sobre os R$ 156 milhões.

Em meio às acusações, a prefeita menciona que o professor teria incitado a população a realizar confrontos físicos durante eventos organizados pela prefeitura, o que poderia resultar em tumultos. Além disso, Adriane Lopes classificou como graves as alegações de Pagane de que crianças com deficiência teriam falecido devido a descaso por parte do poder público municipal e abuso de autoridade.

Os ataques direcionados a Washington e outros ativistas ocorreram durante uma manifestação na Rua 14 de Julho, em dezembro de 2025, onde a prefeita chamou os manifestantes de bandidos. Essas declarações surgiram dois dias após o protesto que culminou na prisão do professor, além de uma agressão contra uma mãe de uma criança com deficiência e uma idosa. Durante esse episódio, o vereador Marquinhos Trad (PV) e a ex-deputada federal Rose Modesto (União) foram acusados de apoiar os manifestantes. Vale ressaltar que a prefeita também enfrenta processos relacionados a essas acusações.

A gestora não se manifestou oficialmente sobre a situação até o momento, mas o espaço permanece aberto para que ela possa apresentar sua versão dos fatos.

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