Famílias de alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Professora Ana Lucia de Oliveira Batista, localizada em Campo Grande, expressam descontentamento com a proibição de que as crianças levem lanches de casa. De acordo com os responsáveis, a direção da instituição exige um laudo médico para que os estudantes possam consumir alimentos que não sejam fornecidos pela escola.
Um dos pais, que tem um filho de 10 anos matriculado na unidade, relata que a alimentação oferecida tem gerado insatisfação. O cardápio inclui, pela manhã, às 7h50, leite com pão ou bolacha integral. O almoço é servido em dois horários, às 11h e 12h, consistindo em arroz, feijão e frango. A dieta se mantém sem mudanças desde fevereiro, sem a inclusão de saladas ou variações nas fontes de proteína.
À tarde, por volta das 14h, a oferta alimentar é limitada a leite com bolacha integral ou biscoito do tipo Maria. O pai enfatiza que muitas crianças não conseguem se alimentar adequadamente, afirmando que “ninguém merece comer isso todo dia”. Além disso, ele destaca que não existe nenhum documento oficial da Secretaria Municipal de Educação (Semed) que justifique a proibição.
Os responsáveis consideram a medida injusta e questionam a razão por trás da restrição, uma vez que a escolha de enviar lanches seria uma forma de complementar a alimentação dos filhos. Eles observam que em outras escolas da região essa prática é permitida, sem exigências que dificultem o acesso dos alunos a lanches trazidos de casa.
A reportagem tentou contato com a prefeitura de Campo Grande para esclarecer a situação, mas até o momento não houve retorno sobre o assunto.






