As lavouras de milho da safrinha 2024/2025 em Mato Grosso do Sul enfrentam sérios problemas, com estimativas de perdas que podem atingir R$ 1,802 bilhão. A situação é resultado de condições climáticas adversas e um atraso significativo na colheita, impactando drasticamente a produtividade no estado.
Dados revelam que aproximadamente 459.896 hectares de milho da segunda safra foram classificados como “regulares” ou “ruins”. Essas áreas apresentam problemas como desfolhamento, amarelamento, falhas no plantio e incidência de pragas, fatores que afetam a produtividade. Essa área comprometida corresponde a mais de um quinto do total cultivado nesta safra, que alcançou 2,103 milhões de hectares.
Com uma produtividade média estimada de 80 sacas por hectare, a área afetada representa uma produção potencial de 36.791.680 sacas. Considerando a cotação do milho no mercado físico estadual, em torno de R$ 49 por saca, o prejuízo estimado alcança a cifra bilionária.
O atraso na colheita é outro fator preocupante. Até o início de agosto, apenas 42,7% da área de milho havia sido colhida no estado, um atraso de 35,2 pontos percentuais em comparação com o ano anterior, quando 77,9% da área já havia sido colhida na mesma data. A lentidão expõe as lavouras a riscos de perdas adicionais, como geadas tardias e chuvas intensas.
A colheita está particularmente atrasada na região norte do estado, onde apenas 29,9% da área foi colhida. No centro de MS, o índice é de 37,9%, enquanto a região sul, a mais adiantada, alcança 46,2%.
Intensas ventanias no fim de julho também causaram o tombamento de cerca de 8 mil hectares de lavouras, com perdas estimadas entre 20% e 40% da produção.
Apesar das expectativas iniciais de um ano promissor, com uma estimativa de produção estadual de 10,199 milhões de toneladas e um aumento de 20,6% em relação ao ciclo anterior, os danos causados pelas condições climáticas adversas colocam em risco o crescimento projetado, concentrando as perdas em áreas de grande importância para a produção do estado.





