Servidor público é preso por corrupção e desvios na Saúde com salário de R$ 38 mil

Na manhã do dia 7 de novembro, durante a Operação Gutenberg, Ed Carlo Britto Burgatt, de 51 anos, foi preso em flagrante. Ele atuava como coordenador de Regulação Assistencial de Leitos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e recebia um salário mensal de R$ 38 mil. Sua função era responsável pela gestão das vagas hospitalares na rede pública estadual, mas ele é suspeito de estar envolvido em um esquema de fraudes que teria desviado cerca de R$ 27 milhões, tanto da Saúde como da compra de livros paradidáticos em Mato Grosso do Sul.

Ed Carlo é um dos 16 alvos da operação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) o acusa de fazer parte de uma organização criminosa que praticava corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em contratações públicas. As apurações revelam que empresários se associavam a agentes públicos para direcionar compras, especialmente na área de Saúde e na aquisição de livros, enquanto os recursos obtidos de maneira ilícita eram dispersos para dificultar seu rastreamento.

Após a prisão, Ed Carlo teve sua situação alterada para prisão preventiva em audiência de custódia realizada no dia 8 de novembro. Além do seu afastamento, o Governo de Mato Grosso do Sul deverá exonerar outros servidores envolvidos. A administração estadual anunciou que uma auditoria será realizada na Secretaria Estadual de Saúde, com o objetivo de analisar os procedimentos administrativos nas áreas afetadas pela investigação.

Em nota, a gestão do governo declarou que mantém políticas de compliance e transparência e que a Controladoria-Geral do Estado acompanhará as investigações em conjunto com a Secretaria de Saúde. A auditoria será fundamental para avaliar as práticas administrativas relacionadas ao caso e garantir que medidas corretivas sejam implementadas, se necessário.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest