Aumento da cesta básica em Campo Grande compromete mais da metade do salário mínimo

O preço da cesta básica em Campo Grande registrou um aumento de 0,58% em junho, alcançando o valor de R$ 846,06. Esse montante consome 56,43% do salário mínimo vigente, que é de R$ 1.621. Para conseguir adquirir todos os itens da cesta, o trabalhador precisa dedicar 114 horas e 50 minutos de trabalho no mês, o que equivale a quase 15 dias de trabalho considerando uma jornada de 8 horas diárias.

Nos últimos 12 meses, o conjunto de alimentos teve uma alta acumulada de 6,69%. No comparativo do ano, de janeiro a junho, a cesta básica teve um incremento de 9,04%. A variação nos preços dos produtos que compõem a cesta foi diversa. Entre os 13 itens, cinco apresentaram aumento de preço em junho, destacando-se a batata com 10,88%, seguida pela banana (3,27%), feijão carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda em seus preços médios. O leite integral teve uma redução de 3,17%, enquanto o óleo de soja caiu 3,01%. Outros itens que também apresentaram queda foram o arroz agulhinha (2,20%), carne bovina de primeira (1,46%), farinha de trigo (1,15%), açúcar cristal (0,97%), manteiga (0,78%) e café em pó (0,39%).

Em relação ao acumulado dos últimos 12 meses, os produtos que mais se valorizaram foram o feijão carioca (48,84%), batata (45,28%) e tomate (24,66%). As altas também foram observadas na carne bovina de primeira (5,93%) e no pão francês (3,41%). No entanto, as quedas mais significativas ocorreram no açúcar cristal (-24,88%), arroz agulhinha (-18,20%) e café em pó (-15,30%).

No balanço do ano até o momento, a batata se destacou com um aumento de 99,75%, seguida pelo tomate (96,90%) e feijão carioca (51,03%). A carne bovina de primeira e o leite integral também apresentaram leve alta, com aumentos de 1,26% e 0,87%, respectivamente. Em contraste, o açúcar cristal teve uma queda de 14,33%, enquanto a banana e o café em pó caíram 12,10% e 11,93%, respectivamente, até agora.

Com essas mudanças nos preços, a situação econômica dos consumidores de Campo Grande se torna cada vez mais desafiadora, exigindo planejamento e adaptação às novas realidades do mercado alimentar.

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