Desde a madrugada desta quinta-feira (30), Campo Grande registrou um total de 75,2 milímetros de chuva, um valor que ultrapassa a média de precipitação prevista para os meses de julho e agosto. A chegada de uma frente fria acompanhada de tempestade começou a ser sentida a partir das 4h, fazendo com que o dia se tornasse escuro na Capital.
De acordo com dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), a expectativa de precipitação para julho era de 35,7 mm, enquanto para agosto, o esperado era de 45,5 mm. Esses dados foram coletados até às 8h10 da manhã, evidenciando a intensidade do temporal.
A chuva também afetou diversas cidades do interior do estado, com registros significativos Em Anaurilândia, que teve 34,4 milímetros; Bataguassu, com 33,8 mm; e Angélica, que contabilizou 22,8 mm. Outras localidades, como Nova Alvorada do Sul e Naviraí, tiveram precipitações de 22,6 mm e 20,0 mm, respectivamente. Água Clara e Itaquiraí registraram 12,2 mm e 12,0 mm de chuva.
Além das chuvas, Anaurilândia e Campo Grande registraram as maiores rajadas de vento, ambas com 64,4 km/h. Paranaíba e Bataguassu também apresentaram ventos fortes, com 64,1 km/h e 63,0 km/h, respectivamente. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê ventos que podem chegar a 60 km/h. A temperatura mínima esperada em Campo Grande é de 19°C.
Os impactos do temporal foram notados em várias regiões da cidade, com relatos de alagamentos, quedas de árvores e transbordamento de córregos, o que afetou a mobilidade urbana e a rotina dos moradores. Além disso, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em pelo menos sete bairros da Capital, incluindo Parati, Lageado, Centenário, Vila Piratininga, Rita Vieira, Los Angeles e Sílvia Regina.






