A LCM Construção e Comércio S.A., empresa mineira sob investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos no Amapá, mantém contratos significativos com a Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).
A Operação Route 156, deflagrada há 17 dias pela PF e CGU, apura um suposto esquema criminoso que teria direcionado pelo menos quatro pregões eletrônicos, totalizando mais de R$ 60 milhões em contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá. A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, incluindo um em Campo Grande.
Embora a operação não esteja diretamente ligada a Mato Grosso do Sul, a LCM possui contratos com o governo do estado desde 2021. Inicialmente, foram firmados dois contratos no valor de R$ 18.954.622,30 para manutenção e pavimentação de rodovias no interior do estado.
Atualmente, a empreiteira possui três contratos ativos com a Agesul, que juntos somam R$ 132.512.070,23, da Transparência do governo de MS. O maior contrato, assinado em fevereiro, tinha valor inicial de R$ 101.212.310,02, mas já alcança R$ 107.950.836,03. Esse contrato é para a reforma de 49,9 quilômetros da MS-436, entre Camapuã e Figueirão. Ao incluir os contratos já finalizados, o total recebido pela LCM da Agesul se aproxima de R$ 300 milhões em quatro anos.
A Agesul declarou que a investigação policial não envolve os acordos firmados com a LCM e que não pretende rescindir nenhum contrato, pois não foram identificados problemas na execução por parte da empresa.
A LCM também possui um contrato com o Dnit em Mato Grosso do Sul, desde agosto do ano passado, no valor de R$ 46,7 milhões para implantação e manutenção de dispositivos de segurança e sinalização rodoviária nas BR-158 e BR-262, totalizando 300,5 km. Desde janeiro de 2023, a empresa firmou 29 contratos com o Dnit, somando mais de R$ 1,5 bilhão.





