Carla Mirian Alves Bezerra, que administra uma barraca de frutas na Avenida Ministro João Arinos, em Campo Grande, enfrenta a possibilidade de perder sua fonte de renda. Ela foi notificada na última quinta-feira (13) pela Prefeitura para desocupar uma faixa de domínio público onde sua barraca está instalada. A ação foi realizada por fiscais da prefeitura, acompanhados por integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
A comerciante expressou sua insatisfação com a abordagem dos fiscais, afirmando que se sentiram tratados de maneira hostil. "Eles vieram armados até o dente, como se a gente fosse a pior espécie de ladrão", criticou. Carla reconhece que sua barraca ocupa uma área pública, mas questiona a forma como a notificação foi conduzida, relatando que as visitas dos fiscais ocorreram em sequência nos dois dias.
De acordo com a comunicação de irregularidade, a barraca de Carla utiliza chapas metálicas e está em desacordo com o artigo 5º, parágrafo 2º, da Lei Municipal nº 2.909, de 1992. O documento estabelece um prazo imediato para que a área seja desocupada. A comerciante, que trabalha no local há aproximadamente dois anos e meio, afirmou que quatro famílias dependem da renda gerada pela venda de frutas.
Diante da notificação, a família de Carla começou a montar uma nova estrutura nas proximidades, mas a fiscalização também foi realizada no novo ponto no mesmo dia. "Como notificaram que a gente tinha que sair, como é da prefeitura, a gente ia sair, a gente não ia brigar", declarou, revelando que seu pai estava trabalhando na nova estrutura.
Carla também mencionou que havia recebido uma autorização da Prefeitura para permanecer na área até dezembro, até o início das obras de um novo atacadista que está previsto para a região. Ela suspeita que a retirada esteja relacionada ao empreendimento. "Eles estão tirando a gente por causa do atacadão que vai sair aqui", afirmou.
A comerciante recebeu a informação de que sua barraca poderia ser removida ainda na quinta-feira caso a determinação de desocupação não fosse cumprida. "Deram imediato. Não deram nem tempo", disse Carla, expressando preocupação com a situação.






