Defesa sustenta que preso no sequestro de Ayla não tinha conhecimento do crime

A defesa do homem que foi preso em conexão com o sequestro da bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, declarou que ele não tinha envolvimento com o crime e desconhecia os planos da mulher identificada pela polícia como responsável pelo rapto. Em uma nota à imprensa, os advogados Silvio Ranier e Dendry Rios afirmam que o cliente leva uma vida normal como trabalhador, sem antecedentes criminais e sem qualquer problema anterior com a polícia.

De acordo com a defesa, o homem teria apenas emprestado um imóvel a uma mulher conhecida, sem saber que o local seria utilizado para planejar ou executar um crime. Após ceder a casa, ele teria solicitado a devolução do imóvel e voltado à sua rotina habitual. Os advogados afirmam que o cliente não esteve envolvido ou ciente das ações que estavam sendo planejadas no local.

Ainda segundo a nota, quando os policiais chegaram ao imóvel no sábado pela manhã, o homem respondeu às perguntas com tranquilidade, o que, segundo a defesa, indica que ele não tinha conhecimento do que estava acontecendo. "Se tivesse noção ou conhecimento das coisas que estavam acontecendo, ele não teria motivos para ficar no imóvel e não estaria calmo", afirmam os advogados.

A defesa também levanta questões quanto ao fato de que o primeiro depoimento do homem na delegacia ocorreu sem a presença de um advogado. Em vista disso, os defensores pretendem apresentar provas que demonstrem a inocência do cliente e tomar medidas para buscar sua liberdade. Eles ressaltam que, após a prisão dos indivíduos diretamente implicados no crime, não haveria justificativa para a manutenção da prisão do homem.

O caso ganhou notoriedade após o desaparecimento de Ayla, em Campo Grande. A criança foi encontrada no Paraguai e devolvida às autoridades brasileiras após uma operação que envolveu forças de segurança dos dois países. A defesa informou que o homem ficou "muito feliz" ao saber que a bebê havia sido resgatada com vida e em segurança, o que reforça a alegação de que ele não tinha conhecimento do crime. A Polícia Civil segue à frente da investigação, que busca esclarecer a participação de todos os envolvidos.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest