Corpo do ‘Barão do Tráfico’ é liberado após ordem judicial

O corpo de Leonardo Dias de Mendonça, de 63 anos, popularmente conhecido como o 'Barão do Tráfico', foi finalmente liberado para traslado a Goiânia, capital do estado de Goiás. A liberação ocorreu após um impasse burocrático e a intervenção da Justiça Federal. Leonardo estava Detido na Penitenciária Federal de Campo Grande e faleceu na última quinta-feira, dia 20 de agosto, após ter dado entrada em estado gravíssimo na Unidade do Trauma da Santa Casa.

A advogada Ana Cláudia Alves confirmou ao site Campo Grande News a liberação do corpo, que foi realizado neste sábado, dia 22. A profissional afirmou que a família e a empresa funerária estão tratando dos trâmites necessários para o transporte, mas não especificou detalhes sobre horários ou modos de traslado.

Uma questão que complicou o processo foi a suspeita de envenenamento, que ainda está sendo investigada. O juiz federal Luiz Fiorentini determinou a apuração do caso na sexta-feira, dia 21, através de uma ordem que prevê necropsia, exames toxicológicos e análise de tecidos para esclarecer as causas da morte de Leonardo.

Leonardo foi socorrido por uma ambulância do Samu e já apresentava queixas de saúde antes do agravamento de seu estado. Após dias internado, não resistiu e faleceu. Logo após a morte, surgiu um impasse entre as instituições responsáveis pela liberação do corpo. A Santa Casa encaminhou uma declaração para o SVO (Serviço de Verificação de Óbito), que recusou a aceitação do corpo, alegando o tempo de internação e o estado de saúde anterior do paciente.

O hospital comunicou à família e à defesa sobre a suspeita de possível envenenamento, sugerindo que o corpo deveria ser submetido a autópsia no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). Entretanto, ao solicitar a formalização da suspeita, a nova declaração emitida pela patologia do hospital não mencionou intoxicação ou envenenamento, complicando ainda mais a situação.

Leonardo Dias de Mendonça era um notório traficante, cujas atividades eram ligadas a uma complexa rede de tráfico que movimentava até 4 toneladas de cocaína por ano. Ele foi identificado como ex-parceiro de Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, e chegou a figurar na lista de procurados da Interpol. As investigações revelaram que ele negociava carregamentos de drogas com integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em troca de armamentos e dinheiro.

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