Homicídio expõe insegurança e abandono em antiga unidade de saúde na Moreninha

Na madrugada deste domingo (30), um homem de aproximadamente 45 anos foi encontrado morto em um antigo prédio do CRS (Centro Regional de Saúde) da Moreninha III, em Campo Grande. A vítima apresentava ferimentos a faca no peito e não portava documentos, dificultando sua identificação. O caso levantou novamente preocupações sobre a segurança na área, que tem sido alvo de frequentes relatos de abandono e uso indevido por moradores de rua.

Getulio Correia, de 66 anos, morador da região, destacou que o espaço desativado passou a ser habitado por pessoas que buscam abrigo e consomem drogas. Ele lembrou que, antes da desativação dos atendimentos de saúde, o local tinha um fluxo mais seguro. “Aqui era o posto, mas depois passou para lá. Aí os moradores de rua vieram morar por aqui. Eles têm acesso para entrar. À noite, eles vêm para cá”, afirmou Getulio, conhecido como Palhaço Peninha.

Isabel Ferreira Carvalho, de 30 anos, também expressou sua preocupação com o aumento da criminalidade na área. Ela relatou que furtos, especialmente de fiação elétrica, tornaram-se comuns após a desativação do posto de saúde. “Ficou bem mais perigoso desde que desativaram. Não para de ter furto. Eles ficam por aqui, principalmente à noite. Dormem, bebem e usam drogas”, disse Isabel.

A insegurança é uma preocupação compartilhada por outros moradores. João do Nascimento, de 72 anos, associou o estado de abandono do prédio ao aumento dos crimes na região. “Não tem mais nada e acabam roubando tudo que conseguem”, afirmou. Zenilda de Barros, de 40 anos, que recentemente abriu uma padaria nas proximidades, também relatou prejuízos devido a furtos frequentes em seu estabelecimento.

Moradores afirmam que a situação é mais tranquila durante o dia, mas à noite, o movimento no local aumenta, trazendo insegurança. Eles pedem que medidas sejam tomadas para impedir o acesso ao prédio e evitar que a estrutura continue a ser utilizada para atividades ilícitas. O homicídio registrado foi classificado como homicídio simples na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol e a Polícia Civil investiga o caso.

A situação do imóvel e possíveis ações para sua recuperação foram questionadas pela reportagem à Prefeitura de Campo Grande, que não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para que a comunidade manifeste suas preocupações.

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