No Centro de Campo Grande, muitas pessoas se deparam com a dificuldade de encontrar opções de alimentação que se encaixem em um orçamento reduzido. Com apenas R$ 5,00, a busca por algo para comer se torna um desafio, especialmente com o aumento dos preços de ingredientes e lanches. Em uma pesquisa realizada na região central, foi possível identificar algumas opções que ainda são acessíveis, embora o cenário econômico tenha tornado as escolhas cada vez mais limitadas.
Um dos pontos de destaque é o Rei dos Pastéis, localizado na Rua 14 de Julho, nº 1803, em frente à Praça Ary Coelho. Sob a gestão de Vinícius Simões, o estabelecimento tem se adaptado ao longo dos dois anos de funcionamento. Os pastéis estão disponíveis por R$ 5,00, enquanto uma cueca virada pode ser adquirida por apenas R$ 1,00. Para aqueles que desejam acompanhar os petiscos, há opções de bebidas em tamanhos menores, como refrigerantes a R$ 4,00, tornando o local uma alternativa viável para quem quer comer sem gastar muito.
Na Barão Pastéis & Cia, na Rua Barão do Rio Branco, o cliente pode montar um lanche completo com o mesmo valor de R$ 5,00. A vendedora Eliane Vanil menciona que é possível escolher entre pastéis de carne, frango ou queijo, além de salgados variados, pão de queijo e café. Os preços são acessíveis: o pastel custa R$ 4,00 e o pão de queijo R$ 2,00. Ela destaca que, com R$ 5, ainda é possível tomar um café com pão de queijo e ainda sobrar R$ 1,00.
Contudo, à medida que a tarde avança, a dificuldade de encontrar opções por até R$ 5,00 aumenta. Muitos estabelecimentos já encerraram suas atividades para o dia, e os que ainda estão abertos apresentam preços que superam esse limite. Por exemplo, as casquinhas de sorvete começam a ser vendidas a partir de R$ 6,00.
Irene Bento, de 58 anos, é outra comerciante que enfrenta desafios com a alta de preços. Há anos, ela vende churros recheados em frente à loja Marisa, na Rua Dom Aquino, mantendo o preço de R$ 7,00. Apesar dos custos elevados, Irene optou por não aumentar o preço, acreditando na necessidade de atender seus clientes em um momento de dificuldades financeiras. “As coisas subiram muito e, pelo custo dos ingredientes, o churro já está desatualizado nesse preço. Mesmo assim, estou tentando segurar os R$ 7 porque está difícil para todo mundo e a cidade está sem dinheiro”, explica.
A realidade do Centro de Campo Grande reflete a luta de comerciantes e consumidores em um cenário de inflação. Com R$ 5,00, ainda é possível encontrar algumas opções, mas a pesquisa e a contagem de moedas se tornam essenciais para garantir uma refeição. Para muitos, a estratégia é ir juntando pequenos trocados para conseguir um lanche que satisfaça a fome até a próxima refeição.





