Com uma carreira política que se estende por cerca de 30 anos, Reinaldo Azambuja, do PL, busca uma das duas vagas ao Senado pelo Estado. Ele se tornou o primeiro candidato das eleições majoritárias a participar do podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, nesta campanha. Azambuja, que tem raízes na política municipal, enfatizou a necessidade de uma maior alocação de recursos às prefeituras, argumentando que as principais demandas da população são mais bem atendidas nas cidades. "Menos Brasília e mais Brasil", afirmou durante a entrevista.
Caso seja eleito, Azambuja elencou como prioridades o fortalecimento da segurança pública na faixa de fronteira, a redução das despesas do governo federal para contribuir com a queda dos juros, e o enfrentamento da dívida de famílias e empresas. O candidato também se posicionou sobre a interação entre o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal), destacando a relevância do Senado nesse contexto. "Eu serei demandado e, assim como fui como governador municipalista, levarei o dinheiro das emendas e dos recursos federais para as 79 cidades", afirmou.
O candidato mencionou que a bancada federal tem acesso a mais de R$ 500 milhões, além das emendas individuais, e que consultará representantes municipais para definir as prioridades. "Eu não vou inventar a roda", disse Azambuja. Ele também explicou que decidiu concorrer ao Senado ao notar que temas prioritários para o Estado exigem defesa em Brasília, como os eventuais impactos da Reforma Tributária, a necessidade de retomar o transporte ferroviário e a concessão da hidrovia no Rio Paraguai, além da correção da tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde).
"Estamos na iminência de uma Reforma Tributária que muda o contexto, e eu entendo que Mato Grosso do Sul perde. Estando no Senado, poderei ajudar meu Estado a não perder tanto", destacou Azambuja. Na questão da segurança pública, ele reiterou que são as forças estaduais as responsáveis por manter a ordem e que a redução das despesas do Estado poderia aliviar essa situação.
Analisando o cenário político, Reinaldo Azambuja comentou sobre as recentes mudanças partidárias, tanto dele quanto do governador Eduardo Riedel, do PP, e as alianças formadas, incluindo a desistência do senador Nelson Trad Filho, do PSD, para ser seu suplente. Ele acredita que essas articulações foram estratégicas para fortalecer a candidatura de centro-direita contra a oposição. Sobre a candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro, do PL, Azambuja considera improvável que ele venha ao Estado no primeiro turno, embora a participação da esposa, Fernanda, esteja confirmada para um encontro com mulheres.
O candidato ao Senado também se manifestou sobre as tensões entre os poderes em Brasília, criticando o STF e defendendo a possibilidade de impeachment de ministros. "Se eu for eleito pelo Mato Grosso do Sul, votarei a favor do impeachment de ministros que estejam sob suspeição, especialmente aqueles com provas concretas de irregularidades".





