Movimentação financeira das campanhas ao Governo de Mato Grosso do Sul varia de zero a R$ 3,7

A análise das contas parciais dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul evidencia uma grande disparidade nas arrecadações. Enquanto alguns candidatos apresentam movimentações financeiras expressivas, outros informam caixa zerado. Os dados, que serão oficialmente divulgados pela Justiça Eleitoral na próxima terça-feira (15), revelam os detalhes sobre os doadores e os valores repassados.

O candidato Fábio Trad (PT) se destaca com a maior arrecadação, totalizando R$ 3.748.749,30. Desse montante, R$ 3.735.649,30 foram transferidos pelo diretório nacional do partido, representando 99,65% dos recursos reportados. No entanto, até a última atualização em 5 de setembro, a campanha de Trad não havia registrado nenhuma despesa contraída ou paga. A prestação também inclui R$ 5 mil em recursos próprios e R$ 8,1 mil em doações.

Eduardo Riedel (PP) ocupa a segunda posição em arrecadação, com R$ 1.624.750. Sua campanha, porém, já contraiu despesas que somam R$ 3.926.884,92, o que é 2,4 vezes superior ao valor recebido até 12 de setembro. Dentre os principais gastos estão R$ 1 milhão em serviços advocatícios e R$ 716,1 mil em militância. A maior parte da receita de Riedel provém de partidos, com R$ 1 milhão do diretório nacional do PP e R$ 500 mil do Cidadania.

Delcídio Amaral (PRD/Solidariedade) reportou R$ 101,1 mil em receitas e R$ 91,1 mil em despesas, com R$ 83,6 mil já pagos até 10 de setembro. O diretório estadual do PRD contribuiu com R$ 91 mil, representando aproximadamente 90% da arrecadação total do candidato. Por sua vez, Lucien Rezende (PSOL/Rede) obteve R$ 90 mil do diretório nacional e relatou R$ 24,7 mil em recursos estimáveis, mas com um total de R$ 335,06 pagos, sendo a maior parte destinada a serviços contábeis.

Na outra extremidade da movimentação financeira, Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir) apresentaram contas zeradas, sem a declaração de receitas ou despesas. Por outro lado, Daniel Lemes (PCO) ainda não tinha apresentado suas contas até a consulta realizada neste domingo, situação que não pode ser classificada como atraso, já que o prazo se encerra hoje.

A prestação de contas parcial abrange a movimentação financeira desde o início da campanha e, devido às diferentes datas de atualização dos relatórios, os valores podem ser alterados até a divulgação oficial da Justiça Eleitoral.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest