Uma mulher, mãe de um bebê de cinco meses que foi assassinado em um ataque com foice, sobreviveu aos ferimentos, mas perdeu a visão de um dos olhos. O ataque ocorreu no dia 30 de agosto em Aral Moreira, a 397 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, identificado como Rafael Romero Escobar, permanece foragido.
A condição de saúde da vítima foi confirmada pelo delegado Lucas Calixto, que coordena a investigação. A mulher, que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil, segue internada em estado grave após ter sido socorrida e levada ao Hospital da Vida, em Dourados. As autoridades aguardam sua recuperação para coletar seu depoimento, considerado crucial para entender a dinâmica do crime e a motivação por trás do ataque.
O ataque resultou na morte do bebê, enquanto uma criança de cinco anos que estava presente conseguiu escapar e se esconder em uma área de matagal, onde posteriormente pediu ajuda a moradores. De acordo com o boletim de ocorrência, Rafael invadiu a residência e atacou as vítimas com uma foice, que foi apreendida pelas autoridades e encontrada com vestígios de sangue.
Após o crime, a Polícia Nacional do Paraguai foi acionada e participou dos primeiros atendimentos, além de auxiliar na preservação do local até a chegada das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul. Durante as diligências iniciais, foi apurado que Rafael teria admitido o ataque a pessoas da região, alegando que agiu por vingança.
As investigações indicam que o crime pode estar ligado a um desentendimento anterior entre o suspeito e o pai do bebê, esposo da mulher. O conflito teria relação com uma motocicleta que supostamente foi queimada. Após o ataque, o pai da criança chegou ao local e foi descrito no registro policial como apresentando sinais de embriaguez, afirmando não ter testemunhado o crime.
Atualmente, Rafael Romero Escobar continua foragido, e a Polícia Civil intensifica as buscas pelo suspeito, além de aguardar a oportunidade de ouvir a vítima para avançar na apuração do caso. A morte do bebê é tratada como homicídio qualificado, enquanto o ataque à mãe é investigado como tentativa de homicídio.




