A Petrobras oficializou um contrato de exploração de petróleo na margem equatorial da Costa do Marfim, localizada na costa oeste da África. A assinatura ocorreu na quinta-feira (17) em Abidjan, a capital econômica do país. A diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, representou a empresa durante a celebração do acordo.
Sob o regime de partilha de produção, a Petrobras atuará no país por meio da subsidiária Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), que terá 90% de participação nos blocos exploratórios, além de ser a operadora. Os 10% restantes ficarão com a estatal marfinense Petroci Holding. Os blocos adquiridos são CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702.
De acordo com a Petrobras, essa ação está alinhada à estratégia de recomposição das reservas de óleo e gás através da exploração de novas fronteiras, tanto nacionalmente quanto no exterior. A companhia destaca que os contratos garantem acesso a áreas com “elevado potencial” na margem equatorial africana.
Sylvia Anjos comentou que essa nova empreitada proporciona à Petrobras uma “presença relevante” na Costa do Marfim, um país situado em uma região com grande potencial exploratório, caracterizado por geologia similar às bacias sedimentares do Brasil. A diretora expressou confiança de que a experiência da empresa será fundamental para explorar as oportunidades na margem atlântica africana.
A margem equatorial é uma região geográfica que possui características geológicas relacionadas à abertura do oceano Atlântico. Essa parte do continente africano é considerada uma fronteira promissora para a produção de petróleo e gás, especialmente após descobertas recentes na Guiana e no Suriname. No Brasil, a Petrobras já realiza perfurações exploratórias nas costas do Amapá e do Rio Grande do Norte, além de ter identificado reservatórios significativos de gás na margem equatorial colombiana.
A assinatura do contrato na Costa do Marfim marca um avanço significativo para a Petrobras na exploração de petróleo e gás na África e no cenário global. A empresa já opera na Namíbia, em São Tomé e Príncipe, e na África do Sul. Em agosto de 2026, a Petrobras começou negociações para novos blocos exploratórios em Gana, sinalizando uma retomada de sua presença no continente, que havia sido reduzida no início dos anos 2000.




