Além do caso de Lívia, a investigação revelou que outras adolescentes podem ter sido alvo dos grupos. Parte dos registros analisados inclui episódios de automutilação e outras formas de violência. A polícia ainda está avaliando dados dos celulares e equipamentos apreendidos, o que pode resultar na identificação de novos integrantes e vítimas.
Com esta segunda fase, a Operação Lívia já contabiliza 12 apreensões ou prisões. Na etapa inicial, cinco adolescentes e um adulto foram detidos. O adulto enfrenta acusações de homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos a animais. No caso dos adolescentes, a responsabilização será por atos infracionais, e eles permanecem sob custódia, com a situação a ser analisada pela Justiça. A internação provisória, quando aplicada, pode durar até 45 dias, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações continuam, e a polícia não descarta a possibilidade de novas apreensões com base na análise do material coletado nos cinco estados. Além disso, a Polícia Civil orienta pais e responsáveis a monitorar os contatos e as plataformas utilizadas por crianças e adolescentes, buscando ajuda caso percebam ameaças ou situações de violência no ambiente virtual.




