A Defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do antigo banco Master, protocolou um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitando a revogação de sua prisão preventiva. Vorcaro é alvo de uma investigação que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras de grande escala.
No pedido, os advogados ressaltam que as investigações a respeito do caso Master estão paralisadas devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino, ocorrido na última terça-feira, dia 15. Naquela sessão, os ministros do STF deveriam ter deliberado sobre a possível abertura de investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes. Com essa paralisação, os processos relacionados à Operação Compliance Zero, que envolvem Vorcaro, permanecem estagnados no gabinete de Fachin.
Os defensores de Vorcaro afirmam que a permanência do ex-banqueiro na prisão se torna insustentável, uma vez que não se vislumbra uma solução para o impasse no STF. Eles destacam que Vorcaro está detido há mais de 90 dias sem que seu recurso para soltura tenha sido analisado. “Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, argumenta a defesa.
Daniel Vorcaro está preso desde novembro do ano anterior e atualmente se encontra no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal. Nesse local, há um pavilhão destinado a presos especiais, conhecido como Papudinha, por sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
A situação do STF é marcada por uma crise institucional sem precedentes, acentuada pelo fato de que o relator do caso Master, André Mendonça, decidiu levantar o sigilo de um relatório da Compliance Zero, que contém mensagens que, segundo os investigadores, foram enviadas por Vorcaro a Moraes. Com base nesse documento, Mendonça solicitou ao plenário a autorização para dar prosseguimento às investigações contra Moraes.
Em resposta a essa iniciativa, Moraes divulgou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que sugere que as investigações conduzidas por Mendonça visam a atingir adversários políticos. No entanto, o relatório carece de assinatura e timbre da corporação, além de conter um aviso de que suas análises não possuem valor probatório. Moraes requereu que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.





