Na noite de sexta-feira, um incêndio devastador atingiu uma marcenaria situada na Rua Filadelfo Alves da Silva, no Jardim Colibri, em Campo Grande. O sinistro deixou um rastro de destruição, resultando em um prejuízo estimado em mais de R$ 250 mil. O imóvel, que abrigava três galpões pertencentes ao mesmo proprietário, foi completamente condenado e seu maquinário foi consumido pelas chamas.
De acordo com o marceneiro André Rodrigues, de 52 anos, o prejuízo específico da marcenaria varia entre R$ 150 mil e R$ 160 mil. A suspeita inicial é de que um curto-circuito em uma aparadeira de corte de MDF tenha dado origem ao incêndio, que começou apenas dez minutos após os trabalhadores deixarem o local. A grande quantidade de material inflamável presente no espaço fez com que o fogo se espalhasse rapidamente. “Graças a Deus ninguém ficou ferido. Começou às 18h30. Quando a gente viu já tinha pegado fogo em tudo. Os guris tinham acabado de sair. Esses madeirites quando pegam fogo, vai de uma vez. Em cinco minutos tinha queimado tudo”, relatou André.
Além das perdas relacionadas ao maquinário e insumos, o proprietário do imóvel, Antônio Francisco, de 32 anos, estima que a estrutura do prédio alugado ficou totalmente comprometida e precisará ser demolida. “O imóvel está condenado. Tem que destruir tudo para fazer outro”, afirmou. O Corpo de Bombeiros conseguiu conter as chamas antes que o fogo atingisse a oficina mecânica contígua, onde estavam estacionados cinco caminhões sem motor, e uma empresa de milho verde vizinha, ambas pertencentes à mesma família proprietária do barracão.
Após o combate ao incêndio, uma nova preocupação surgiu: durante a madrugada e a manhã do dia 19, pessoas invadiram a área isolada para furtar cobre, ferramentas e motores, ignorando os riscos de desabamento das paredes enfraquecidas. Antônio Francisco destacou a situação: “Eu estou cuidando. De madrugada já chegou um monte de gente aqui. Falei para sair dali, ainda tem risco de desabamento daquela parede”. A remoção do entulho e das ferragens queimadas exigirá o uso de maquinário pesado, e André planeja solicitar à Prefeitura uma patrola e um caminhão para a limpeza, prevista para começar na segunda-feira.
Imagens enviadas Ao Campo Grande News mostraram uma coluna de fumaça sobre a região e a presença de caminhões do Corpo de Bombeiros próximos ao local. Para combater o incêndio, cinco viaturas foram mobilizadas. O acesso ao interior da marcenaria foi dificultado pelo portão trancado, e moradores tentaram ajudar, buscando formas de derrubar parte do muro para chegar ao local atingido pelas chamas. Devido à proporção do incêndio, o Corpo de Bombeiros interditou a rua enquanto as equipes trabalhavam no combate ao fogo, com o proprietário acompanhando de perto o andamento das operações.





