Operação policial desmantela esquema de desmanche de motocicletas em Campo Grande

Na terça-feira (22), a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Defurv) realizou uma operação que resultou na desarticulação de um esquema de receptação e desmanche de motocicletas roubadas em Campo Grande. Durante a ação, três indivíduos foram detidos após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

A investigação, que teve início no começo do ano, revelou que um empresário estaria comprando motocicletas de origem ilícita, desmontando-as e revendendo as peças. A apuração levou os policiais a um imóvel situado na Avenida Calógeras, onde foi encontrado um desmanche clandestino em funcionamento. Os agentes descobriram uma passagem secreta que conectava a residência do empresário a um imóvel vizinho, utilizado para desmontar os veículos.

No local, foram apreendidas cerca de cem peças de motocicletas, motores e outros componentes, muitos dos quais estavam associados a registros de furto e roubo na cidade. Além disso, foram encontradas peças com sinais de adulteração e numerações modificadas, indicando que a quantidade total de itens apreendidos pode chegar a centenas.

O delegado titular da Defurv, Francis Flávio Tadano Araújo Freire, informou que o empresário e um funcionário já tinham sido presos anteriormente pela mesma delegacia por crimes relacionados à receptação e adulteração de sinal identificador de veículos. Após serem liberados, eles teriam retornado às atividades ilegais, participando de diversas etapas do esquema criminoso. A esposa do empresário também foi presa na operação.

Os três detidos foram autuados em flagrante por receptação qualificada. Durante a operação, uma pistola foi encontrada na posse do empresário, em situação irregular. A polícia agora investiga a origem das peças apreendidas, que incluem itens associados a crimes registrados há vários anos.

A Defurv está realizando o cruzamento de informações para identificar outras motocicletas envolvidas e possíveis crimes relacionados ao grupo. A investigação aponta que o esquema estaria ativo há pelo menos dois anos. Além disso, os policiais apuram o destino das motocicletas roubadas, com indícios de que algumas peças podem ter sido destinadas à região de fronteira. O local investigado é considerado um dos principais pontos de comercialização de peças de motocicletas furtadas na Capital. Os três presos estão à disposição da Justiça.

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