A alopecia areata é uma condição autoimune que causa a queda de cabelo em episódios, conforme explica a dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Enilde Borges Costa. A doença pode afetar cerca de 2% da população mundial e ocorre quando o organismo ataca os folículos pilosos, resultando em áreas sem pelos no couro cabeludo, podendo se manifestar de formas variadas, como a queda total do cabelo ou a perda de pelos em todo o corpo. O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico, já que não existem testes laboratoriais que comprovem a doença.
A alopecia areata pode surgir em qualquer fase da vida e é muitas vezes relacionada a fatores emocionais e genéticos. Enilde destaca que a condição pode ser desencadeada por infecções ou outras doenças autoimunes, ressaltando que, embora não seja considerada psicossomática, pode ocorrer em episódios cíclicos. Essa imprevisibilidade pode ser desafiadora para os pacientes, que lidam com a estigmatização social e emocional decorrente da doença.
A psicóloga Regina Ramos enfatiza a importância de políticas públicas que garantam um atendimento adequado aos pacientes. Ela menciona uma lei aprovada Em São Paulo em 2025, que implementa um protocolo de atendimento específico para aqueles diagnosticados com alopecia areata. Este protocolo inclui diretrizes para exames e encaminhamentos para acompanhamento psicológico gratuito, facilitando o acesso a tratamentos necessários.
Paloma Monteiro, mãe de Levi, um jovem diagnosticado com alopecia universal, acredita que a proposta legislativa é um passo importante para aumentar a conscientização sobre a condição. Segundo ela, a visibilidade e os direitos garantidos pela lei podem ajudar na inclusão social do seu filho no futuro, evitando que ele enfrente discriminação no mercado de trabalho devido à sua aparência.
O tratamento da alopecia areata pode ser oneroso, e a garantia de acesso a medicamentos e assistência especializada é vista como essencial por especialistas e pacientes. As iniciativas que buscam melhorar a qualidade de vida dos afetados pela doença são fundamentais para que esses indivíduos possam resgatar sua autoestima e enfrentar os desafios impostos pela condição, que é caracterizada pela sua imprevisibilidade e impacto emocional significativo.






