Líder de tráfico preso em Campo Grande movimentou R$ 4,5 milhões em seis meses

Cristhian Thomas Vieira, identificado como "Tio Doni", é considerado o chefe de um esquema de tráfico de cocaína que movimentou cerca de R$ 4,5 milhões em um período de seis meses. Atualmente, ele se encontra detido na Penitenciária Estadual Masculina da Gameleira I, localizada em Campo Grande, após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça Mineira. A prisão de Tio Doni ocorreu durante a Operação Dinheiro Suado, realizada em 7 de novembro de 2025, que visava desarticular organizações criminosas atuantes no tráfico internacional de drogas.

As investigações que levaram à sua prisão tiveram início após a detenção de Cristhian em Uberlândia, Minas Gerais. A Polícia Federal informou que ele era sócio de uma academia no Bairro Nova Ponte, na cidade mineira, utilizada como fachada para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. A descoberta desse esquema se deu através da análise de comprovantes bancários, que indicaram movimentações financeiras suspeitas.

Antes de ser capturado, "Tio Doni" havia se escondido na Bolívia, de onde enviava cocaína para o Brasil. Após retornar, ele se refugiou em um apartamento no Bairro Daniel Fonseca, onde foi localizado pelas autoridades. Durante a abordagem, o traficante tentou resistir, lançando uma pistola calibre 380 com 13 munições pela janela e tentando danificar um celular que estava em sua posse, junto a outros quatro aparelhos e três veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 1 milhão.

Cristhian é também suspeito de estar envolvido em um plano para atentar contra a vida de um juiz em Uberlândia. Após sua prisão, a Justiça o transferiu para o sistema prisional de Campo Grande. Em setembro deste ano, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou denúncia contra ele e outros detentos, após a descoberta de drogas na penitenciária durante uma revista realizada pelo Comando de Operações Penitenciárias (Cope). Na ocasião, foram apreendidos 17 gramas de maconha, escondidos em uma corda artesanal na janela da cela de Cristhian.

A Operação Dinheiro Suado foi uma ação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em Minas Gerais, visando desmantelar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas. Durante as investigações, equipes da Polícia Federal e do Batalhão de Choque da Polícia Militar encontraram uma pistola calibre .380 e 51 munições escondidas em um sofá, além de outros cartuchos que totalizavam 56 munições apreendidas. Elton Ferreira da Silva, que admitiu ser o proprietário da arma, foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

Na audiência de custódia, realizada na Justiça Estadual, a prisão em flagrante de Elton foi homologada, e ele teve direito à liberdade provisória mediante o pagamento de fiança, que foi reduzida para 10 salários mínimos, totalizando R$ 16,2 mil. Porém, devido a um mandado de prisão temporária emitido pela Justiça Federal, ele continuou detido. Em Mato Grosso do Sul, uma mulher também enfrentou buscas e um mandado de prisão com monitoramento eletrônico em Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande. Outros dois indivíduos, Ronivaldo dos Reis Silveira e Jhonny Barboza Damasceno, conhecido como "Zoio", tiveram suas prisões temporárias decretadas no mesmo contexto.

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