Uma investigação iniciada após a prisão de Lucas Pereira da Costa e Pedro Augusto Targino, suspeitos de assassinar Gabriel Brandão Mendonça em dezembro de 2024, culminou na condenação de seis pessoas por crimes relacionados a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e posse de arma de fogo de uso restrito. A operação, denominada Facilem Vitam, foi realizada pela Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e revelou um esquema de ostentação e ocultação de bens, financiado pelo tráfico de drogas. A deflagração da operação ocorreu em fevereiro de 2025, após a apreensão de veículos de luxo e a descoberta de movimentações financeiras ilícitas.
Na decisão proferida pelo juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Matheus Henrique Lemos Diniz, identificado como um dos principais operadores das atividades criminosas, foi condenado a 14 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado. Ele foi sentenciado pelos crimes de tráfico de drogas, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e lavagem de capitais. Raphael de Souza também recebeu uma pena de 10 anos de reclusão, em regime fechado, pelos mesmos crimes.
As investigações sobre a dissimulação de patrimônio resultaram na condenação de Lucas Pereira da Costa a 5 anos, 5 meses e 27 dias de reclusão em regime fechado, além de Augusto Cezar Pires da Costa e Claudilene Teixeira de Arruda, ambos sentenciados a 4 anos, 8 meses e 15 dias em regime semiaberto. Ketlyn Santana da Costa e Luiz Henrique Santos de Oliveira foram condenados a 3 anos em regime aberto, com suas penas privativas de liberdade substituídas por restritivas de direitos. Apesar das evidências que sustentaram as acusações de tráfico, lavagem de dinheiro e posse de armas, o magistrado absolveu todos os réus das acusações de integrar organização criminosa e associação para o tráfico devido à insuficiência de provas.
A investigação revelou que Lucas Pereira da Costa estava diretamente envolvido com o tráfico de drogas na região do Bairro Moreninhas, mantendo contatos com fornecedores de cocaína de Corumbá. Os homicídios investigados estavam relacionados à disputa pelo comércio de entorpecentes na região sul de Campo Grande, onde Lucas atuava como fornecedor em grande escala. Ordens judiciais de busca e apreensão, bem como de prisão temporária, foram expedidas para os envolvidos na organização criminosa.
Além de Pedro e Lucas, que já se encontravam presos pelo assassinato de Gabriel, a operação incluiu outros membros como Augusto Cézar Pires da Costa, Claudilene Teixeira de Arruda, Luiz Henrique Santos de Oliveira, Vivian dos Santos Paiva, Raphael de Souza, Ketlyn Santana da Costa, Elizandra da Silva Lemos e Lucas Henrique Santos de Oliveira.






