A Santa Casa de Campo Grande anunciou, nesta quinta-feira (15), que, em um prazo de 24 horas, passará a atender exclusivamente casos de urgência e emergência. Pacientes que não se enquadrarem nessa classificação serão direcionados para outras unidades de saúde. A decisão é uma resposta à escassez de materiais, insumos e recursos financeiros que afeta a continuidade dos serviços prestados pela instituição.
De acordo com a diretora técnica, Patrícia Berg, o hospital registra cerca de 110 atendimentos diários, dos quais apenas entre 20% e 25% são considerados urgentes. Com a nova diretriz, a maioria dos atendimentos poderá ser redirecionada a outros hospitais da rede. O superintendente da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura, salientou que a medida será comunicada à Justiça, às secretarias de Saúde municipal e estadual, além do Ministério Público.
A intenção, , é preservar os recursos disponíveis para os casos mais graves. Ele informou que os pacientes que podem ser transferidos para outros hospitais estão tendo suas transferências solicitadas, incluindo aqueles que já se encontram internados, desde que haja a possibilidade de assistência em outras unidades. No entanto, ele destacou que essa solicitação não garante que todos os pacientes serão transferidos.
A direção do hospital ainda não tem uma estimativa clara de quantas pessoas poderão ser impactadas pela restrição. Luiz Alberto mencionou que a equipe começou a avaliar quais setores terão os atendimentos limitados e quais poderão ser absorvidos por outras instituições, visando evitar a desassistência.
A decisão surge em um momento de crise financeira para a Santa Casa, que enfrenta a falta de materiais médicos, órteses, próteses e outros insumos essenciais para a realização de procedimentos. A última proposta de repasse, no valor de R$ 37.418.741,66, foi considerada insuficiente para atender às demandas da unidade. A administração do hospital afirma que a restrição de atendimentos ficará em vigor enquanto se busca uma solução que garanta a continuidade dos serviços, priorizando o atendimento aos pacientes em situação mais crítica.






