Mato Grosso do Sul registrou 4.762 prisões de agressores de mulheres desde o início da Operação Mulher Segura, há 141 dias. O número coloca o estado como o terceiro do país com mais prisões em flagrante entre 1º de junho deste ano e a manhã de ontem. Paraná e Santa Catarina aparecem à frente, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No país, os crimes mais cometidos no período foram lesão corporal (16.644 registros), ameaça (15.019) e descumprimento de medidas protetivas de urgência (4.949), que somam 36.612 casos. Ao todo, foram realizadas 49.129 prisões em flagrante e 8.661 por mandados judiciais. Outras tipificações corresponderam a 5.165 registros.
A região Sul concentra o maior percentual de prisões ligadas à operação, com 36%. Em seguida vêm Centro-Oeste (26%), Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%). O Sudeste tem o maior percentual de vítimas atendidas, com 33%.
Em Mato Grosso do Sul, foram mobilizados 1.014 policiais e 194 viaturas em todos os municípios no período analisado. São Paulo foi o estado que mais empregou efetivo e veículos.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a operação resultou em aumento das prisões de agressores de mulheres no Brasil. A média é superior a 11 mil prisões por mês, segundo ele.






