Karla Vicentini afirma que o marido, o mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, foi morto a tiros pelo vizinho Manoel Paulo Cardoso, de 65 anos, na noite de terça-feira (20), no Jardim Batistão, em Campo Grande. O filho do casal também foi baleado e está em coma no Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa. Segundo Karla, os disparos começaram por volta das 18h07, após uma discussão iniciada às 17h45 sobre a troca de uma calha no apartamento nos fundos da oficina da família.
Karla relata que o serviço era necessário por causa de um vazamento e que os trabalhadores acessaram o local pelo lado da família, usando uma escada. Ela contesta a versão de que as telhas da casa de Manoel teriam sido quebradas e nega que Aristóteles tenha jogado pedaços de madeira ou pedras contra o portão do vizinho. De acordo com ela, o marido chamou Manoel para mostrar imagens que comprovariam que não houve danos ao telhado, momento em que o vizinho começou a atirar.
A mulher conta que tentou impedir que Manoel continuasse atirando, inclusive quando o filho já estava caído no chão. Ela diz que o vizinho apontou a arma em sua direção e que um disparo passou por cima de sua cabeça. Karla sofreu ferimentos na queda ao tentar escapar. Moradores da rua ajudaram no socorro das vítimas, e a localização do suspeito contou com a ajuda de um morador que vive em frente à residência da família.
O filho do casal foi atingido no abdômen, Segundo Karla, e passou por cirurgia. Ele permanece internado em estado grave e ainda não sabe da morte do pai. Karla contesta a possibilidade de legítima defesa por parte de Manoel, citando a quantidade de disparos e o fato de Aristóteles ter sido atingido na cabeça. Ela afirma que o casal não tinha histórico de conflitos com o vizinho e que não compreende o que motivou o ataque.
A mulher diz que já entrou em contato com a delegacia e com a Ceasa, que possui vídeos do episódio, e que o material está com seu advogado. Ela pede que o caso seja esclarecido e que o suspeito responda pelo crime.






