Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias da seleção portuguesa e multado em 255 euros (R$ 1,4 mil) após abandonar a concentração durante a Data Fifa de setembro, na Dinamarca. A punição foi aplicada pela Federação Portuguesa de Futebol, que acatou parcialmente os argumentos apresentados pelo jogador para reduzir a sanção inicialmente prevista, segundo documentos divulgados pelo jornal britânico The Guardian.
O episódio ocorreu depois de uma entrevista coletiva do técnico Jorge Jesus, na qual o treinador reforçou que as decisões sobre convocações e escalações cabiam exclusivamente à comissão técnica. Na sequência, Ronaldo pediu um veículo à federação para ir ao aeroporto de Copenhague e, no trajeto, disse ao presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, que não tinha condições emocionais de seguir com a delegação.
Em publicação nas redes sociais, o atacante havia declarado que aceitaria qualquer punição e que sua condição de capitão deveria ser vista como agravante. No entanto, durante o processo disciplinar, a defesa apresentou fatores para atenuar a pena, como o histórico disciplinar nas últimas temporadas, os serviços prestados ao futebol português e a colaboração na investigação.
Também foram citadas conquistas como o título da Eurocopa de 2016, as duas Ligas das Nações e as cinco Bolas de Ouro. O regulamento da Federação Portuguesa previa suspensão de até seis meses e multa de até 1 mil euros (cerca de R$ 5.600), mas a comissão disciplinar aplicou 30 dias de gancho e multa de 255 euros. A investigação apontou que o jogador deixou de participar de mais de 30 compromissos oficiais da seleção, entre treinamentos, reuniões, refeições e viagens.
O futuro de Cristiano Ronaldo na seleção portuguesa segue indefinido, sem confirmação sobre retorno ou nova convocação. A próxima partida de Portugal está marcada para 14 de novembro, contra a Dinamarca, em Braga.






