A exaustão da mulher: um custo invisível

Tem um cansaço que não passa com uma noite de sono. Nem com feriado prolongado, muito menos com uma viagem para “espairecer”. É um tipo de exaustão que mora fundo, no corpo e na alma, e que parece não ser resolvida com descanso, porque não é. O burnout é a doença do trabalho. Mas o que muitas pessoas estão vivendo é um esgotamento emocional mais amplo. Uma perda de prazer naquilo que sempre fez sentido. E quando nem dormir resolve, é porque algo precisa mudar.

O peso invisível que as mulheres carregam Entre um relato e outro, é revelado o que mais tem visto no consultório: mulheres que se cobram, que se comparam, que se anulam para dar conta de tudo, trabalho, filhos, casa, corpo, casamento. “Nos ensinaram que precisamos aguentar. Mas essa força que tanto esperam da mulher pode virar armadilha”, afirmou. Ela também falou sobre a chamada “síndrome da mulher maravilha”: aquela que tenta equilibrar todos os pratinhos, sem deixar nenhum cair, até que cai ela. “É possível ser produtiva sem se matar de trabalhar. Mas isso exige planejamento, rotina e, principalmente, autoconhecimento.”

Um convite para se conhecer, antes de se perder Dizer “não”, ainda é um tabu para muitas mulheres. “A culpa vem porque nem sempre sabemos nossos limites. O autoconhecimento é chave: quando eu sei o que posso e o que não posso, o ‘não’ vira autocuidado.” Durante a gravação, a psicóloga compartilhou momentos pessoais que marcaram sua própria virada de chave, quando percebeu que precisava pausar, rever prioridades e se reconectar com a maternidade e com sua saúde mental. “Eu trabalhava tanto que ouvi minha filha chamar minha mãe de ‘mãe’. Aquilo me travou. Era hora de viver o hoje.”

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