A Moeda Falsa no Brasil no Século XIX

A crise da moeda falsa no Brasil no século XIX foi um problema complexo e amplo que afetou a economia do país por muitos anos. A falta de uniformização e controle das moedas, juntamente com a circulação de moedas falsas, fez com que o governo e a sociedadebrasileira se sentissem ameaçados.

Em novembro de 1827, as lojas de Salvador foram fechadas por causa da circulação de moedas falsas, conhecidas como “xenxém”. Os comerciantes não queriam receber essas moedas, e a população se revoltou. O presidente da Província da Bahia, José Egydio Gordilho de Barbuda, ordenou que os negociantes abrissem seus estabelecimentos e comercializassem as mercadorias a preço justo.

No dia seguinte, o presidente Gordilho reuniu-se com o Conselho da Província para encontrar uma solução para o problema. Após muita discussão, ele notificou aos baianos que a opinião pública pedia a destruição das moedas falsas. A notificação foi anunciada “a toque de tambores” nas ruas da cidade alta e da cidade baixa, indicando a complexidade do problema.

A moeda falsa havia sido um problema no Brasil desde o século XVIII. Em 1797, o secretário José Alberto da Silva alertou para a circulação de moedas falsas no Rio de Janeiro, no Brasil e no Reino. A falta de controle e uniformização das moedas fez com que as pessoas falsificassem moedas, o que era facilitado pela ausência de elementos para obstar a falsificação do dinheiro.

A situação piorou com a instalação da família real no Rio de Janeiro. O governo aumentou os preços dos produtos e incentivou a falsificação das moedas para precaver uma possível estagnação econômica. A falsificação era tão comum que as pessoas começaram a aceitar as moedas falsas, o que fez com que o governo tivesse que emitir mais moedas para atender à demanda.

Em 1821, o imperador Pedro I resolveu que a Casa da Moeda do Rio de Janeiro deveria cunhar grande soma de moedas em cobre. A mesma recomendação foi expedida à Casa da Moeda da Bahia. Isso porque a escassez de moedas havia chegado a ponto de ver-se o público embaraçado nas suas transações familiares.

A falta de controle das moedas fez com que o governo tivesse que emitir mais moedas para atender à demanda. O visconde de Queluz, na condição de ministro interino da Fazenda, expressou sua preocupação com a situação. Ele sugeriu que o governo deveria dar “golpes de vista sobre a história” para notar que a falsificação da moeda havia sido um problema desde o início.

A situação piorou ao longo do tempo, e a falsificação de moedas se tornou uma prática comum. Em 1831, o deputado pernambucano Carneiro da Cunha denunciou que o governo fazia especulações para seu interesse individual, remetendo cobre nos vasos de guerra para diferentes Províncias, a fim de virem os retornos em prata.

A crise da moeda falsa no Brasil no século XIX foi um problema complexo e amplo que afetou a economia do país por muitos anos. A falta de uniformização e controle das moedas, juntamente com a circulação de moedas falsas, fez com que o governo e a sociedadebrasileira se sentissem ameaçados. Só após a reforma bancária de 1962-1964 que o Banco Central foi instaurado no Brasil, o problema foi finalmente resolvido.

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