A prefeitura de Campo Grande apresentou um novo pacote de medidas com o objetivo de conter gastos e impulsionar a capacidade de investimento do município. A iniciativa, protocolada na Câmara Municipal, surge em um momento em que a administração busca alternativas para superar as dificuldades financeiras.
O conjunto de ações, descrito como uma nova fase das reformas administrativas iniciadas em janeiro, visa viabilizar investimentos em obras, projetos e melhorias em diversas áreas da cidade. Segundo a prefeitura, as medidas são cruciais para aderir a programas de responsabilidade e equilíbrio fiscal do Governo Federal.
Na prática, o pacote busca fortalecer a saúde financeira do município, permitindo a execução de projetos de infraestrutura, incluindo um programa de pavimentação e recuperação de vias. A adesão ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal prevê a implementação de um teto de gastos, limitando o aumento das despesas ao índice de inflação. A contração de empréstimos com aval do Governo Federal estará condicionada ao cumprimento dessas metas.
O plano também inclui a centralização financeira, buscando maior controle e eficiência na gestão de recursos, e a implementação de leilões de pagamentos, modalidade que permite aos fornecedores oferecerem descontos à prefeitura.
A administração municipal informa que todos os procedimentos seguem critérios estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, em conformidade com a Lei Complementar 178, de 2021. A prefeita Adriane Lopes acredita que, após a análise da Câmara, o pacote será encaminhado à Secretaria do Tesouro Nacional, que deverá emitir um parecer em até 30 dias.
A assessoria da prefeitura garante que, com essas medidas, Campo Grande poderá investir fortemente em projetos estratégicos, cujos detalhes serão divulgados em breve pela prefeita Adriane Lopes.
Desde o início da reforma administrativa, a prefeita Adriane Lopes afirma ter economizado pelo menos R$ 20 milhões em despesas com pessoal, aluguéis de imóveis, combustível e outros custos operacionais. O município reduziu sua estrutura em cerca de 30%, modernizando o organograma da prefeitura sem comprometer a prestação de serviços à população.






