A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, tem 72h para se manifestar sobre possível vantagem indevida no pagamento do IPTU de sua mansão, no bairro Carandá Bosque III.
Adriane vive em uma verdadeira mansão, construída em um terreno que uniu duas áreas, uma de 588m³ e outra de pouco mais de mil m², que era uma praça que foi desafetada e adquirida pelo deputado estadual Lídio Lopes, marido da prefeita.
O problema é que a construção da casa não foi averbada, ou seja, a família Lopes paga IPTU apenas do terreno, e não da casa. Por isso, hoje o imposto no nome da prefeita Adriane Lopes é de R$ 4.071,12, valor considerado baixo para o tamanho do terreno e da localização, uma das áreas mais nobres de Campo Grande.
Com a descoberta disso, foi feita uma ação popular para questionar na Justiça a inércia da prefeitura e da secretaria municipal de Meio Ambiente e Gestão.
“Como figura no polo passivo pessoa jurídica de direito público, notifique-se o município de Campo Grande e a secretaria municipal de Meio Ambiente e Gestão para se manifestarem sobre o pedido tutela de urgência no prazo de 72 horas. Após, dê-se vista ao representante do Ministério Público para manifestação. Com ou sem manifestação, faça nova conclusão dos autos na fila “Concluso – Medidas Urgentes” para apreciação da tutela pleiteada”, diz a decisão.
A reportagem chegou a ir até a casa da prefeita, mostrando o tamanho do terreno e para tentar falar sobre o assunto. Mas não chegou a ser atendida. Será que agora Adriane se justifica sobre a sonegação?



