Um advogado permanece internado após ser baleado por Alex Sandro Regmunt, de 48 anos, ex-diretor-adjunto de uma escola estadual em Jardim, localizado a aproximadamente 235 quilômetros de Campo Grande. O incidente, que resultou em dois projéteis alojados nas costas da vítima, ocorreu na última quinta-feira (8) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de uma picape registrada em nome da esposa de Alex.
Guilherme Gonçalves, de 33 anos, advogado, foi atingido durante a tentativa de apreensão do veículo. De acordo com o boletim de ocorrência, ele representava uma instituição financeira e estava acompanhado de uma oficial de Justiça no momento do ocorrido. A oficial e o advogado encontraram a proprietária da Fiat Strada, que entregou o veículo de forma voluntária. O advogado, então, assumiu a direção do carro para levá-lo ao Fórum, enquanto a oficial seguiu em seu próprio veículo.
Durante o trajeto, Alex teria seguido o carro do advogado em uma caminhonete e disparado contra a picape, atingindo o advogado nas costas. A oficial de Justiça, que estava um pouco à frente, não testemunhou os disparos, mas ouviu os tiros. Assim que se deu conta do que havia acontecido, o advogado dirigiu-se a um hospital e, ao emparelhar os veículos, informou à oficial que havia sido baleado, solicitando que ela chamasse a polícia.
Sem conseguir usar o celular, a oficial conduziu seu carro até o Batalhão da Polícia Militar, onde conseguiu acionar os policiais que atenderam à ocorrência. Alex foi preso em flagrante, acusado de tentativa de homicídio. Durante a abordagem, a polícia encontrou em sua caminhonete um revólver calibre .454 Casull, uma pistola calibre .380 e uma espingarda de pressão. Além disso, cinco estojos de munição calibre .380 foram localizados na cena do crime.
Conforme o registro policial, Alex possui autorização para ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas não tinha permissão para transportar as armas nas circunstâncias que cercaram o caso. Durante a audiência de custódia realizada na sexta-feira (9), a defesa de Alex argumentou que ele é servidor público com vínculo estável, bons antecedentes e residência fixa. Contudo, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, mantendo-o detido enquanto a investigação prossegue.





