A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) concluiu que a caminhonente conduzida pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, trafegava a 102 km/h quando atropelou Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, no dia 20 de janeiro.

Segundo a delegacia, a velocidade máxima na via era de 60 km/h. Ilmes foi arremessada e morreu na hora.

Segundo a Polícia Civil, as imagens mostram que, nos instantes que antecederam o atropelamento, não havia veículos à frente nem nas faixas central e direita da via, o que permitiria ao motorista reduzir a velocidade ou desviar da vítima. Ainda assim, conforme a análise técnica, nenhuma tentativa de frenagem ou desvio foi realizada.
O suspeito
Paulo Roberto Gomes já respondeu por outros dois crimes graves no passado.No fim dos anos 1990, quando ainda atuava como policial civil no Rio de Janeiro, Paulo Roberto matou a tiros o delegado Eduardo da Rocha Coelho. Segundo a investigação da época, o delegado foi atingido com um tiro na nuca. Após o crime, Paulo fugiu do estado e passou a viver em Mato Grosso, onde utilizou por um longo período o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima.

Pelo assassinato do delegado, Paulo Roberto foi condenado em 2006 a 13 anos de prisão.
Além desse crime, Paulo Roberto também foi denunciado pelo Ministério Público, em 2004, pelo assassinato da estudante de Enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, em Juscimeira (MT). Conforme reportagens publicadas na época, a vítima mantinha um suposto relacionamento com o acusado.
De acordo com as investigações, Rosemeire foi asfixiada dentro de uma banheira, em um motel localizado entre Juscimeira e Jaciara. Em seguida, o corpo foi decapitado e jogado no Rio São Lourenço e no Rio das Mortes. A cabeça da vítima nunca foi localizada. Durante as investigações, ele chegou a pular do terceiro andar da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para fugir.
Paulo Roberto foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, além de ocultação de cadáver e falsificação de documento, já que utilizava identidade falsa no momento da prisão. Ele foi condenado a 19 anos de prisão pela morte de Rosemeire.
Em 2010, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instaurou um incidente de idoneidade contra Paulo Roberto. No Cadastro Nacional de Advogados (CNA), a situação dele consta como regular.



