O agronegócio brasileiro enfrenta um novo desafio com as recentes sanções dos Estados Unidos a parceiros comerciais da Rússia. A medida acende um alerta, dado que o Brasil depende fortemente da importação de fertilizantes, com 85% do insumo utilizado no país vindo do exterior. A Rússia, responsável por mais de 25% das importações brasileiras de fertilizantes, é o principal fornecedor de potássio (40%), fosfato monoamônico (53%) e ureia (20%).
Além das tarifas já existentes, países que mantêm o comércio de petróleo com a Rússia podem enfrentar um adicional de 25% sobre as tarifas, agravando a situação para o setor agrícola brasileiro. O Brasil, o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, atrás de China, Índia e EUA, e o maior importador global, pode sentir fortemente o impacto dessas medidas.
Paralelamente, o aumento expressivo, na ordem de 6.000%, nas importações de óleo diesel da Rússia durante o atual governo tem gerado controvérsia. Essa decisão é vista por alguns como um desafio ao embargo internacional imposto à Rússia devido à invasão da Ucrânia.
Em outro cenário, o projeto de ampliação da isenção do imposto de renda, tratado como prioridade pelo governo, enfrenta resistência na Câmara dos Deputados. A discussão sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e as tensões tarifárias com os Estados Unidos teriam impactado a tramitação do projeto. Arthur Lira, relator do texto, declarou que não tem como avaliar o cenário e que cabe a Hugo Motta pautar o projeto.





