Apostadores retiram R$ 652 milhões das plataformas após proibição

Os montantes mantidos pelos apostadores nas plataformas de apostas caíram de aproximadamente R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão após a proibição das bets, que entrou em vigor na sexta-feira passada, dia 25. De acordo com informações enviadas ao Ministério da Fazenda, foram sacados R$ 652 milhões, valor que corresponde a mais de 30% do saldo inicial dos apostadores.

Os usuários têm até a próxima segunda-feira, dia 5, para solicitar o resgate dos valores diretamente nos sites das plataformas. Aqueles que não realizarem o saque neste prazo receberão os valores entre os dias 9 e 14 de outubro, através das instituições financeiras que atendem às bets. A devolução será feita com base em listas individualizadas por CPF, e a Caixa Econômica Federal deverá intermediar os pagamentos em caso de dificuldades.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, informou que antes da proibição, as casas de apostas movimentavam cerca de R$ 600 milhões diariamente, conforme dados do Banco Central. Ele destacou que esse fluxo financeiro foi praticamente interrompido a partir de sábado, dia 26, e também observou uma redução nas transferências via Pix, embora não tenha apresentado números atualizados sobre esse aspecto.

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, dia 2, onde também estava presente o ministro da Justiça, Wellington César, foi revelado que, desde a promulgação da medida provisória que proibiu as apostas, mais de 10 mil sites foram encaminhados à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para bloqueio. A Anatel, por sua vez, repassará esses endereços às operadoras de internet, que são responsáveis por impedir o acesso. Durigan ressaltou que o envio da lista não garante que todos os sites já estejam fora do ar, mas afirmou que os bloqueios devem ocorrer em breve, embora o prazo ainda necessite de confirmação pela Anatel.

Além dos novos endereços, Durigan informou que aproximadamente 78 mil sites já haviam sido retirados do ar até a semana passada. O governo também está realizando o bloqueio de contas bancárias de empresas que operam plataformas clandestinas e está atuando nas lojas de aplicativos. Os recursos bloqueados serão direcionados à segurança pública após um processo administrativo, e o montante ainda está sendo apurado junto ao Banco Central.

A fiscalização identificou 48 contas de pessoas físicas com saldo superior a R$ 500 mil, que passarão por uma análise detalhada. Embora o ministro não tenha descartado a possibilidade de lavagem de dinheiro, ele não afirmou que um crime foi efetivamente cometido.

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