Assembleia Legislativa de MS aprova a juruva como símbolo da Mata Atlântica no contexto da COP15

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou um projeto de lei que estabelece a juruva (Baryphthengus ruficapillus) como ave símbolo dos domínios da Mata Atlântica no Estado. A aprovação ocorreu durante a COP15 de Aves Migratórias, que discute a conservação e a biodiversidade em Campo Grande. O projeto, de autoria do deputado estadual Renato Câmara, visa reforçar a identidade ambiental do MS e segue agora para sanção do governador.

Mato Grosso do Sul possui remanescentes da Mata Atlântica, concentrados principalmente na região leste, ao longo do rio Paraná. Essas áreas, que representam uma fração do bioma original, têm sido altamente fragmentadas nos últimos anos, o que evidencia a necessidade de políticas de preservação. A juruva, como espécie associada a ambientes bem preservados, é uma bioindicadora da qualidade ambiental e sua escolha como símbolo pretende fortalecer a consciência ecológica na população.

O deputado Renato Câmara destacou que o reconhecimento da juruva como símbolo busca promover a valorização cultural, a educação ambiental e a conscientização sobre a conservação da fauna e de seu habitat. Ele também mencionou o potencial econômico do turismo de observação de aves, que tem crescido no Brasil e pode atrair visitantes internacionais, tornando-se uma atividade rentável.

Além disso, a juruva é uma espécie ameaçada de extinção, o que reforça o caráter protetivo da proposta. O deputado associou a aprovação do projeto a um dia de comemoração para o Estado, ressaltando a importância de se apropriar do meio ambiente por meio de seus símbolos.

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