A Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATTMS) divulgou nota pública pedindo que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apure a morte de Gabriella, mulher trans de 27 anos baleada durante abordagem da Polícia Militar, em Campo Grande.
Conforme a entidade, Gabriella foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por um policial militar. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante atendimento médico. A ATMS sustenta que “quatro disparos não podem ser automaticamente compreendidos como legítima defesa sem uma análise técnica minuciosa” e cobra investigação “séria, transparente e imediata” por parte dos órgãos competentes.
A associação também declarou que não compactua com atos de violência, mas defende que eventuais excessos praticados por agentes públicos não podem ser relativizados. O documento reforça respeito à instituição Polícia Militar, ao mesmo tempo em que afirma que a farda “não pode servir de escudo para abusos” e que qualquer conduta irregular deve ser apurada com responsabilidade.
A ATMS também destacou o aumento de manifestações consideradas transfóbicas nas redes sociais após a morte de Gabriella. Segundo a entidade, comentários com ataques e ofensas serão reunidos e encaminhados às autoridades competentes.






