Enquanto a coleta de lixo em vários bairros de Campo Grande está atrasada, a prefeitura da cidade firmou acordos para que o Aterro Sanitário Dom Antônio Barbosa II receba resíduos das cidades de Figueirão, Jaraguari, Bandeirantes e Corguinho. Esses convênios foram publicados no Diogrande e formalizam a regionalização do uso do espaço, com vigência prevista para um ano, entre novembro de 2025 e novembro de 2026.
Conforme os termos publicados, a taxa inicial para o recebimento dos resíduos será de R$ 214,54 por tonelada, valor que será pago pelos municípios vizinhos. Com esses acordos, a utilização do aterro da Capital será ampliada, centralizando a destinação final do lixo de cidades do entorno. No entanto, não há detalhes sobre o impacto ambiental para o município e para as comunidades nas proximidades.
Enquanto isso, a Cidade Morena está sofrendo com falhas recorrentes na coleta de lixo nos bairros. Na quarta-feira, moradores do Lageado, Iraci Coelho, Aero Rancho e região ficaram sem o serviço, problema que está deixando de ser pontual. A coincidência levanta suspeitas sobre a real natureza da crise sanitária em Campo Grande. Enquanto a empresa que opera o aterro, a CG Solurb, garante fôlego operacional para importar resíduos de municípios vizinhos, garantindo nova receita, os caminhões somem das ruas de bairros periféricos justamente em um momento crítico após a suspensão temporária de reajuste abusivo na Taxa de Lixo, que compõe o IPTU.
A prefeitura e a Solurb foram procuradas para esclarecimentos, mas não houve resposta até o momento. O espaço está aberto para manifestação.



