Aumento nos preços globais de alimentos chega a 6% em um ano

Os preços globais dos alimentos apresentaram nova elevação em setembro de 2026, impulsionados principalmente pelo aumento nos preços dos cereais, óleos vegetais e açúcar. O Índice de Preços dos Alimentos, calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), atingiu 136 pontos, marcando um crescimento de 1,5% em relação ao mês anterior e de 6% na comparação anual com setembro de 2025. Apesar desse avanço, o índice continua 15% abaixo do pico alcançado em março de 2022.

Os cereais foram os protagonistas dessa alta, registrando um aumento mensal de 5% e uma valorização de 17% nos últimos doze meses. O preço do trigo subiu 6%, alcançando o maior valor desde agosto de 2023. A FAO destacou que restrições logísticas na região do Mar Negro, juntamente com condições climáticas desfavoráveis em áreas produtoras da América do Norte, contribuíram para essa pressão nos preços.

Além do trigo, o milho também teve um aumento significativo de aproximadamente 6%, atingindo seu maior nível em mais de três anos. Esse movimento se deve à produção aquém do esperado nos Estados Unidos e à menor disponibilidade para exportação no Brasil. O comércio internacional enfrenta desafios, com preocupações relacionadas aos custos de combustíveis, fertilizantes e fretes, o que impacta o mercado.

Outros produtos também apresentaram altas, como o sorgo, que avançou 14%, a cevada, que subiu 3,9%, e o arroz, que teve valorização de 1,4%. Os óleos vegetais registraram um aumento de 0,9% no mês e uma alta de 18% em relação ao ano anterior, impulsionados especialmente pelo aumento no preço do óleo de palma. O óleo de soja, por sua vez, manteve-se estável, sustentado pela demanda do setor de biocombustíveis.

O açúcar teve um aumento de 6% em setembro e de 15% em um ano, alcançando o maior nível desde abril de 2025. Em contrapartida, os preços das carnes recuaram 1,1%, resultado da queda nas cotações de aves e suínos. Os produtos lácteos permaneceram praticamente estáveis, com uma leve redução de 0,1%.

A alta nos preços de herbicidas também gera preocupação em relação à safra de 2027/28, refletindo a complexidade dos desafios enfrentados pelo setor agrícola nos próximos anos.

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