Bad Bunny reafirma América como continente no Super Bowl e provoca reação de Trump

Bad Bunny foi a grande estrela do show do intervalo do Super Bowl LX, neste domingo (8), evento que marcou o encerramento da temporada da NFL com a vitória do Seattle Seahawks sobre o New England Patriots. Em uma apresentação marcada por referências à cultura latina, o cantor porto-riquenho se manifestou contra a atuação do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE), reafirmou a América como um continente e acabou provocando uma reação pública do presidente Donald Trump.

Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl. - Foto: Reprodução/Instagram
Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl. – Foto: Reprodução/Instagram

Considerado um dos maiores espetáculos musicais do mundo, o show do intervalo do Super Bowl costuma reunir mais de 100 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos. A apresentação ocorreu em meio a uma série de protestos contra o ICE, intensificados após mortes atribuídas à atuação da agência de imigração no estado de Minnesota.

Quando Bad Bunny foi anunciado como atração principal, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, chegou a declarar que o ICE estaria “em todo lugar” durante o Super Bowl. Ainda assim, o artista mais ouvido de 2025 nas plataformas de streaming não recuou do tom crítico.

No encerramento do show, Benito Martínez Ocasio, nome de batismo do cantor, levantou bandeiras de países de todo o continente americano enquanto citava o nome de diversas nações, incluindo o Brasil. Ao fundo do palco, uma placa exibia a frase: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. A cena simbolizou a defesa da América como um continente plural, e não apenas como referência aos Estados Unidos.

A manifestação gerou reação imediata do presidente Donald Trump. Em uma postagem nas redes sociais, ele classificou a apresentação como uma “bagunça”. “Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos. Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu. Trump ainda afirmou que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo” e chamou a coreografia de “repugnante”.

Como foi a apresentação

O show de Bad Bunny teve cerca de 13 minutos e foi inteiramente cantado em espanhol. O cenário fez referência ao álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum. A apresentação começou em uma plantação cenográfica, ao som de “Tití Me Preguntó”, repleta de elementos da cultura latina, como a encenação de um casamento, que emendou com “Yo Perreo Sola”.

Na sequência, o cantor subiu no telhado de uma casa cenográfica, que aparentou desabar — parte de uma coreografia planejada. Lady Gaga fez uma participação especial cantando “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, em uma versão com ritmo de salsa, a única música em inglês da noite.

De volta ao palco, Bad Bunny apresentou “BAILE INoLVIDABLE” e “NUEVAYoL”. O também porto-riquenho Ricky Martin surgiu em seguida para cantar “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”. No momento mais simbólico do espetáculo, o cantor entregou seu troféu do Grammy a uma criança, em uma cena que representou o diálogo com sua própria infância. O encerramento ficou por conta do sucesso “DtMF”.

E o jogo?

Dentro de campo, o Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13, com uma atuação defensiva dominante, e conquistou o título do Super Bowl LX. O running back Kenneth Walker foi eleito o MVP da partida. Este foi o segundo título da franquia de Seattle, que repetiu o feito da temporada de 2013 e se vingou da derrota sofrida para os Patriots na decisão de 2015.

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