Os bancários de Dourados realizaram uma paralisação nesta quinta-feira (20), fechando as agências bancárias da cidade em apoio a um movimento nacional da categoria. A interrupção das atividades é parte das negociações em andamento para a renovação da convenção coletiva, que inclui reivindicações por aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho. A paralisação está prevista para durar 24 horas e abrange tanto bancos públicos quanto privados.
Cerca de 220 Trabalhadores do Ramo Financeiro Em Dourados participaram da mobilização, com o Sindicato dos Bancários representando também aproximadamente 160 profissionais de mais 12 municípios na região. A adesão é parcial em outras cidades, com destaque para a participação em Maracaju, Itaporã, Caarapó, Juti e Vicentina. A decisão de paralisar as atividades foi tomada após uma assembleia realizada na segunda-feira (17), em resposta ao impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Raul Lídio Pedroso Verão, diretor do Sindicato dos Bancários de Dourados, comentou que a proposta apresentada pela Fenaban incluía o congelamento do piso salarial, o que levou à mobilização. “A paralisação de 24 horas é uma forma de pressionar a Fenaban a apresentar uma proposta que seja considerada adequada pelos trabalhadores”, afirmou. A categoria também expressa preocupação com a redução da participação dos trabalhadores nos lucros, que caiu de 14% em 1995 para 5,9% em 2025.
Durante a paralisação, o atendimento nas agências está suspenso, mas os caixas eletrônicos permanecem disponíveis para serviços de autoatendimento. Os canais digitais dos bancos, como aplicativos e internet banking, continuam funcionando normalmente. Representantes do sindicato estão posicionados em frente às agências para orientar os clientes sobre a paralisação e informar sobre os serviços que podem ser realizados por meio dos canais alternativos.
A orientação é para que os clientes utilizem preferencialmente os caixas eletrônicos e os aplicativos durante este período. O diretor do sindicato destacou que qualquer demanda que necessite de atendimento presencial será solucionada apenas no dia seguinte, após o término da mobilização. Embora a paralisação tenha uma duração definida, o sindicato não descarta a possibilidade de uma greve, caso as negociações não avancem de maneira satisfatória para a categoria.






