O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, que já pertenceu ao conglomerado do Master, investigado por supostas fraudes financeiras. O Pleno é proprietário da empresa Credcesta, que concedeu cartões de crédito consignados a milhares de servidores da prefeitura de Campo Grande e do Governo do Estado.
A Credcesa começou a oferecer crédito a servidores da prefeitura de Campo Grande em julho de 2024, com taxas de juros de até 4,5% ao mês. Os servidores denunciavam que os funcionários do Credcesta não explicavam os juros e que os descontos em folha seriam somente relativos ao valor mínimo da fatura, levando os tomadores do empréstimo a entrarem numa espécie de bola de neve de juros de 54% ao ano.
O decreto que privilegiava o Credcesta foi revogado, mas o dinheiro que era oferecido aos servidores com taxa de juros de 4,5% ao mês continua a ser oferecido. Por conta dos altos juros, dezenas de servidores recorreram à Justiça para tentar se livrar dos empréstimos, mas a empresa continua funcionando normalmente.
O proprietário do Pleno (Credcesta), Augusto Lima, deixou a sociedade com Daniel Vorcaro em julho de 2025 e ficou com o banco. Ambos foram presos no âmbito da Operação Compliance Zero, sendo posteriormente liberados sob uso de tornozeleira eletrônica.





