O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou o sigilo, nesta sexta-feira (6), do laudo médico produzido pela Polícia Federal (PF) sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os médicos que realizaram o exame clínico no periciado, nenhuma das complicações requer cuidados hospitalares até o momento, mas devem ser acompanhadas de perto por uma equipe médica.
As complicações de saúde de Bolsonaro incluem pressão alta, obesidade, apneia do sono, artérias entupidas, refluxo, lesão na pele causada pelo sol e cicatrizes internas na região abdominal. O exame também nega diagnósticos mais graves sugeridos por médicos assistentes da defesa, como pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia (perda de massa muscular).
O laudo esclarece como Bolsonaro está se sentindo em relação ao ambiente de custódia na “Papudinha”. Ele relata melhora em comparação ao local anterior, destacando maior espaço para circulação. Informou não se incomodar com ruídos, apesar de a unidade estar em obras, considerando satisfatória a limpeza do ambiente, à qual também ajuda na manutenção.
Bolsonaro também afirmou em seu depoimento que recebe visitas da família e também de um fisioterapeuta uma vez por semana, além de visitas médicas para o acompanhamento das doenças.
O laudo médico foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes após a defesa de Bolsonaro pedir a mudança de regime para prisão domiciliar para o ex-presidente. A PF diz que não encontrou evidências de pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro, depressão ou sarcopenia (perda de massa muscular).



