Brasil sedia encontro global sobre proteção de espécies migratórias

A COP15 será antecedido pela sessão de alto nível, com a participação de líderes e chefes de estado de 132 países e da União Europeia que assinam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, assume a presidência da COP15 durante o período e conduzirá os debates entre os países que cooperam por meio do tratado internacional.

A COP15 tem uma pauta superextensa, com mais de 100 itens que serão submetidos à apreciação de todos os 133 países. A convenção possui dois anexos: um que se refere às espécies migratórias ameaçadas de extinção e outra lista de espécies que não estão ameaçadas, mas que são objeto de atenção de todos os países.

O Brasil é um país extremamente biodiverso e quando pensamos em espécies migratórias, temos um volume muito grande de espécies que passam anualmente pelo Brasil. Temos 126 espécies de aves, também temos muitas espécies de peixes, mamíferos, como por exemplo a famosa toninha, que é o menor golfinho, que migra entre a Argentina, Uruguai e Brasil.

Temos a baleia jubarte, que é tão conhecida que vem para Abrolhos se reproduzir e percorre milhares de quilômetros e encontra no Brasil um espaço extremamente importante para a sua reprodução. Temos as tartarugas marinhas que nascem no Brasil e passam anos circulando por outros países e voltam para desovar, inclusive na mesma praia em que nascem, que é um dos grandes mistérios da migração.

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