Mais de um ano após o início do SinPatinhas em Mato Grosso do Sul, o estado conta com 14.049 cães e gatos registrados no sistema nacional de identificação de animais domésticos. Os dados, fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, revelam que apenas 1.396 desses animais, sendo 837 cães e 559 gatos, possuem microchip. Esse número representa apenas 9,9% do total de pets cadastrados na região.
Além disso, 5.936 animais registrados no estado foram castrados, o que equivale a 42,3% do total. Entre eles, 2.745 são cães e 3.191 são gatos. Em um panorama nacional, o SinPatinhas abrange 1.741.783 animais, com a maioria sendo cães, totalizando 1.024.799 registros, enquanto os gatos representam 716.984.
O SinPatinhas foi criado em abril do ano passado com o objetivo de centralizar informações sobre cães e gatos em um cadastro nacional. Os tutores podem obter gratuitamente uma carteirinha que contém um número de identificação e um QR Code, facilitando a localização do tutor em caso de desaparecimento do animal.
Maurício Aguiar, um jornalista de 26 anos, decidiu cadastrar seu gato Luke, um felino sem raça definida, rajado e de três anos, logo após o lançamento do sistema. Ele teve experiências anteriores com cães, incluindo a perda de um deles que fugiu e nunca mais foi encontrado, o que o motivou a tomar precauções adicionais. Luke foi castrado e microchipado pela Superintendência de Bem-Estar Animal de Campo Grande. "Fiz o cadastro para facilitar a busca caso ele fuja e para acessar benefícios relacionados", explicou Maurício.
Ana Paula Gamarra também não hesitou em registrar os quatro cães de sua família: Milou, Maila, Filhote e Zico. "Acho uma segurança no caso de eles se perderem. Além disso, o documento é muito bonito", comentou.
Embora o cadastro no SinPatinhas e a microchipagem tenham funções semelhantes, eles não são idênticos. O documento digital reúne as informações fornecidas pelo tutor, enquanto o microchip é implantado sob a pele do animal e contém um código que pode ser lido com um dispositivo específico. A combinação dessas ferramentas aumenta as chances de identificação, mas depende de a informação estar atualizada e de quem encontrar o animal saber como verificar o chip.




